quarta-feira, 20 de junho de 2018

Conversas com Mar

As minipalestras Conversas com Mar que iniciaram a 17 de maio e estarão a decorrer até 26 de julho, trazem-nos duplas de palestrantes que dada a sua ligação com o mar, nos contam histórias sobre as suas aventuras marítimas.

Já se realizaram quatro das dez minipalestras que irão decorrer no Jardim das Oliveiras, entre elas as conversas entre Pedro Madureira (geólogo responsável PEPC) e Luís Sebastião (tecnólogo submarino), Mónica Albuquerque (bióloga) e Ana Pêgo (educadora ambiental), Patrícia Borges (chef de cozinha) e Tânia Silva (peixeira) e Sara Carmo (velejadora olímpica) e Jorge Freire (arqueólogo subaquático).



Pedro Madureira
É Adjunto da Responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental e Coordenador Científico do Projeto de Extensão. É um geólogo apaixonado pelos processos de formação de ilhas vulcânicas. O estudo sobre as ilhas dos Açores empurrou-o para o fundo do mar e para a geologia marinha. No fundo do mar pode observar os diferentes modos de ocorrência de recursos minerais que passarão a ser objeto de estudo. Atualmente encontra-se centrado no processo de extensão da plataforma continental de Portugal que acredita poder beneficiar o futuro das próximas gerações.


Luís Sebastião
Investigador em Robótica Marítima no Instituto Superior Técnico, apaixonado pelo mar e velejador desde tenra idade. Tem experiência vasta no projeto, construção e operação no mar de sistemas autónomos robóticos cooperativos, alguns inteiramente desenvolvidos no IST/ISR. É também perito em instrumentação para navegação, controlo e comunicações de plataformas marinhas. Tem frequentemente a responsabilidade da organização e coordenação operacional de testes no mar com equipas internacionais.


Pedro Madureira e Luís Sebastião
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira




Mónica Albuquerque
É apaixonada pela biodiversidade, em especial pelos moluscos marinhos, pela fotografia e pelas Ilhas Selvagens. Desde nova ouvia o seu avô madeirense contar histórias do mar. é mestre em ecologia marinha e trabalha na EMEPC desde 2009 como assessora de biodiversidade marinha e comunicadora de ciência. O seu trabalho como bióloga marinha engloba a identificação e inventariação da biodiversidade marinha do mar de Portugal, tendo participado em 14 campanhas de mar desde 2006. Preocupa-a a preservação e conservação do mundo marinho e é particularmente sensível ao tema do lixo marinho. É também membro do Instituto Português de Malacologia.

Ana Pêgo
Quando era pequena, tive a sorte de morar mesmo ao lado da praia. Há quem tenha quintais, eu tinha uma praia e era ali que gostava de passar muito do meu tempo… O interesse e a curiosidade pelo mar nunca me abandonaram e acabei por estudar Bio - logia Marinha e Pescas na Universidade do Algarve. Trabalhei alguns anos em investi - gação, na área das Pescas, na Universidade do Algarve, e outros tantos como Técnica de Laboratório no Laboratório Marítimo da Guia (MARE/FCUL), em Cascais. Nos últi - mos anos tenho-me dedicado a projetos de educação ambiental de uma forma mais ou menos científica, mais ou menos artística. Nunca perdi a ligação com a praia e é lá que encontro os tesouros marinhos que uso nas minhas oficinas. A grande questão é que, nos últimos anos, esses tesouros são de uma es - pécie diferente… Foi com o objetivo de sen - sibilizar para o problema global do plástico nos oceanos que criei, em 2014, a Balaena plasticus, um projeto em coautoria com o fotógrafo de natureza Luís Quinta que foi apoiado pela Câmara Municipal de Almada.
Mónica Albuquerque e Ana Pêgo
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira



Patrícia Borges
Docente e Investigadora do instituto Politécnico de Leiria, coordenadora de projetos de I&D, sobretudo no que concerne à utilização de espécies sustentáveis, em produtos alimentares inovadores. Conhecida por «Chef Patrícia Borges», tem desenvolvido e apresentado novos produtos à venda no mercado utilizando sobretudo recursos marinhos  pouco aproveitados, em particular a espécie cavala (Scomber colias). Esta investigadora acredita que o consumo de algumas espécies marinhas menos valorizadas, contribui fortemente para a aplicação do conceito de «comportamento sustentável», e que será uma atitude imprescindível para alcançar o caminho da sustentabilidade económica, social e ambiental.

Tânia Silva
29 anos, mãe, peixeira. Aos 16, desistiu de estudar e foi ajudar a tia numa banca de peixe. Aos 21, lançou-se sozinha no Mercado de Algés onde teve a sua própria banca de peixe. Em 2013, juntou-se à Peixaria Centenária onde hoje lidera uma equipa de 6 peixeiros e é sócia: 14 metros de banca de peixe fresco em 3 bairros e tanto peixe para vender, sempre com um sorriso na cara.
Patrícia Borges e Tânia Silva
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira



Sara Carmo
Sara Carmo começou a praticar Vela aos sete anos, representando hoje o Clube Naval de Cascais. Após ter competido vários anos na classe Europe, a velejadora portuguesa fez a transição para a classe Laser Radial, na qual garantiu a qualificação para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a segunda presença consecutiva em Jogos Olímpicos após o 28º lugar em Londres 2012.


Jorge Freire
Arqueólogo marítimo no Centro de Humanidades da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa que tem como objetivo o estudo do mar através da herança cultural marítima. Preocupa-o a preservação e conservação desta herança em benefício da Humanidade. Acredita que Portugal necessita de conhecer  o valor cultural do mar para compreender os desígnios. Coordena a Arqueologia Subaquática do Concelho de Cascais.


Sara Carmo e Jorge Freire
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira



Próximas Conversas

21 Junho  Maria Ana Martins (jurista) e João Varela (Biotecnologia marinha)


28 Junho – Raquel Gaspar (bióloga) e Pedro Salgado (desenhador)
5 Julho – Raquel Costa (geóloga) e Teresa Firmino (jornalista)
12 Julho – Andreia Afonso (ROV) e António Calado (ROV)
19 Julho – Nuno Vasco Rodrigues (mergulhador) e António Calisto Figueira (pescador)
26 Julho – Joaquim Boiça (historiador de faróis), Miguel Figueira (surfista) e Eurico Romaguera (surfista)


O ciclo No Fundo Portugal é Mar resulta de uma parceria entre a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) e o Centro Cultural de Belém (CCB/Fábrica das Artes).
https://www.emepc.pt/pt/

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Filho de peixe sabe... Pintar

Filho de peixe sabe... pintar ©Mário Rainha Campos

A oficina/instalação de artes plásticas para bebés e pais "Filho de peixe sabe... Pintar", criada e dinamizada por Margarida Botelho, pretende ser um lugar onde se possa nadar e pintar.
Esta oficina pertencente ao ciclo "No Fundo, Portugal é Mar" começou a ser dinamizada a 12 de junho e estará em curso até ao dia 24 de junho.
Visto que as tintas utilizadas são naturais, feitas à base de produtos como beterraba, couve-roxa, uva, mirtilo, noz e açafrão é necessário que os participantes tragam roupa velha para esta oficina.


Sinopse
Uma sala transformada num aquário de papel é ao mesmo tempo um lugar para nadar e pintar, para sentir e transformar, para rir e crescer! Iremos explorar pontos, linhas e manchas, ao ritmo das correntes marítimas e dos ventos atlânticos. As escamas dos peixes, as algas e os tentáculos das anémonas vão pigmentar uma paleta viva de cores naturais. Pintaremos sem químicos ou aditivos, para que a experiência possa ser sinestésica. As mãos e os pés serão pincéis-barbatana e o corpo carimbo-girino.
Mergulhar… pintar… amar… mar.


Galeria
Fotografia ©Filomena Rosa

Fotografia ©Marta Azenha

Fotografia ©Marta Azenha
O ciclo No Fundo Portugal é Mar resulta de uma parceria entre a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) e o Centro Cultural de Belém (CCB/Fábrica das Artes).

terça-feira, 12 de junho de 2018

Marinho | Espetáculo

O espetáculo "Marinho" da autoria da artista Margarida Mestre, esteve na Sala de Ensaio do CCB de 8 a 11 de março deste ano e pertenceu ao ciclo "No Fundo, Portugal é Mar".
Este espetáculo que se iniciou em novembro de 2017 e estará em curso até maio de 2019, pretende ser uma nova criação coproduzida por sete instituições nacionais ao longo de quase dois anos.
O convite à criação, endereçado a um único artista, assenta numa premissa elementar: criar, para todos os públicos destas instituições, uma única obra que será apresentada a nível nacional, ao longo de 18 meses e em diferentes etapas do seu desenvolvimento conceptual, partilhando com o público janelas de observação do processo criativo, longe dos conceitos barrocos de genialidade artística ou de obra iluminada.
Abre-se assim espaço para que 7 programadores (e os seus 7 espaços de apresentação) reflitam conjuntamente – e de modo partilhado com o público – sobre as suas formas, enquadramentos, estratégias e estéticas de programação.
O mote para o debate e para a criação é dado por Pedro Prista, orador convidado desta edição do ciclo.


Sinopse
O que é que acontece na realidade e no nosso imaginário quando nos relacionamos com essa imensidão líquida que é o mar, que tanto tem cá fora como lá dentro, que tanto provoca atração como medo, que tanta História nos fez, tantas histórias nos dá e tantas nos faz fazer? Como iremos mergulhar nessa matéria infinita e trazê-la para terra em forma de língua, em forma de experiência, em forma de visão…?

Galeria
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Calendário


Margarida Mestre Conceção artística e interpretação

Henrique Fernandes Música original e ao vivo

Maria João Castelo Design de cena e figurinos
Desenho de Luz Nuno Figueira
Making of Vídeo Faz Filmes 
Pedro Prista Antropólogo convidado

Bióloga Ana Pêgo

Vanda Cerejo - Materiais Diversos Produção 

Uma parceria e co-produção CCB/Fábrica das Artes, Culturgest, Teatro Viriato, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto - Rivoli/Campo Alegre, Centro de Arte de Ovar, Cine-Teatro Louletano e EMEPC - Estrutura de Missão para Extensão da Plataforma Continental*
Apoio Escola Superior de Dança - Instituto Politécnico de Lisboa

sexta-feira, 8 de junho de 2018

No Fundo, Portugal é Mar | Um mês com mais de 2000 visitantes




A exposição No Fundo, Portugal é Mar celebra hoje um mês de existência. Se ainda não teve oportunidade de ver, não se preocupe. A exposição estará a decorrer até ao dia 31 de julho.
Junte-se às 2399 pessoas que nos visitaram nos meses de maio e junho e mergulhe a fundo nesta aventura onde a arte, a ciência e o ambiente se ligam para criar este convite ao mar, lançado aos públicos de todas as infâncias.
Nesta exposição encontrará três instalações que para além de entusiasmo, geram curiosidade sobre a cultura marítima: TerraMar, as Portas do Mar e Balaena plasticus.



Exposição
No Fundo Portugal é Mar

TerraMar,, de Graça Castanheira


TerraMar
TerraMar, é uma instalação vídeo de Graça Castanheira, criada com base em materiais cedidos pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), captados por um ROV, um robô telecomandado que desce a seis mil metros de profundidade, revelando-nos os fundos marinhos. Esta instalação propõe fazer-nos viver abaixo da linha de água.













As Portas do Mar, de Rui Rebelo
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira



As Portas do Mar
As Portas do Mar, é uma instalação de faróis de Rui Rebelo, com cenografia de Marco Fonseca e Teresa Varela, que nos traz o universo sonoro do mar, dos portos e das praias e nos revela os códigos sonoro-luminosos dos faróis portugueses.





Balaena plasticus
Balaena plasticus é uma instalação da autoria de Ana Pêgo e Luís Quinta que alerta para a poluição e os desequilíbrios ambientais. Consiste no esqueleto de uma baleia de barbas criada com lixo plástico que o mar nos devolve e que grita a urgência de reaprendermos muitos gestos.

Balaena plasticus, de Ana Pêgo
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira


O Ciclo No Fundo Portugal é Mar resulta de uma Parceria entre a Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) e o Centro Cultural de Belém (CCB – Fábrica das Artes).
https://www.emepc.pt/pt/

quinta-feira, 7 de junho de 2018

As Estrelas Lavam os Teus Pés | Estreia

©Teresa Silva






O espetáculo de dança As Estrelas Lavam os Teus Pés estreou no espaço da Fábrica das Artes do CCB no dia 7 de abril e esteve em curso até ao dia 17 desse mesmo mês.

Este espetáculo, dirigido a crianças dos 4 aos 10 anos, esteve inserido no ciclo "Tirai os Pecados do Mundo" e foi criado e interpretado pela bailarina e coreógrafa Sara Anjo.
Este ciclo teve como referência a obra de Hieronymus Bosch e o legado enigmático deste que foi um dos maiores pintores do século XV, mostrando alguns aspetos e leituras que estão suscitadas na sua obra e que tem apaixonado inúmeros pintores e historiadores de arte.












«As estrelas lavam os teus pés. Dos teus pés crescem delícias. Logo, as tuas pernas são estrelas em delícias-estrelícias.»

Este poema do Tratado de Botânica, de Joana Serrado, serviu de inspiração para olhar O Jardim das Delícias, de Bosch, e transformar em movimento coreográfico o imaginário infindável deste quadro. O corpo na sua multiplicidade explora o movimento transformando-se em jardins e em delícias, em monstros e noutras perícias. Um espectáculo de dança que explora a imaginação entre o figurativo e o abstrato, o real e o ficcional.



Madalena Palmeirim e Sara Anjo em "As Estrelas Lavam os teus Pés"
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira
     


"Se nos deitarmos no chão e levantarmos as pernas e os pés ficarem lá no topo, altos, será que as estrelas lavá-los-ão? E se nos levantarmos e esticarmos o braço, será que conseguimos agarrar uma estrela, comê-la e tornar o nosso corpo brilhante no escuro? Será que ao pegarmos nas baquetas do xilofone e tocarmos nas estrelas elas farão sons?
Como relacionamos o corpo com os elementos e objectos à nossa volta? O corpo é o motor do Ser no mundo, é pluridimensional, multifacetado e permite-nos cruzar o conhecimento com a efabulação, a experiência com o mundo do fantástico e o mundo do simbólico. Assim faz parte do saber que se nos deitarmos no chão e levantarmos a pernas fazemos uma invertida, mas isso não nos impede de imaginar as estrelas a lavar os nossos pés. Este espectáculo cria um espaço lúdico de imagens em movimento, onde o corpo encontra formas híbridas entre animais, instrumentos e objectos, como se fosse um ritual de magia e fabulação. É um espetáculo focado no acto de brincar, como forma de conhecer melhor as coisas. É um espectáculo que acredita que pecar é não cumprir as regras para ver as coisas de outra perspectiva e se há pecados para tirar do mundo, só o conseguimos fazer no acto de brincar, de dar uma outra vida e visão às coisas."

Sara Anjo (in "Tirai os pecados do mundo - Ciclo Hieronymus Bosch", CCB 2018)
(A autora escreve segundo a antiga ortografia)


Galeria

Madalena Palmeirim (e os pés de Sara Anjo) em "As Estrelas Lavam os teus Pés"
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Madalena Palmeirim e Sara Anjo em "As Estrelas Lavam os teus Pés"
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Madalena Palmeirim (e os pés de Sara Anjo) em "As Estrelas Lavam os teus Pés"
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Sara Anjo e Madalena Palmeirim em "As Estrelas Lavam os teus Pés"
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Sara Anjo em "As Estrelas Lavam os teus Pés"
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Sara Anjo

Nasceu na primavera de 1982 na ilha da Madeira, na terra dos funchos, planta da qual se fazem rebuçados.
Assim teve uma infância doce nessa cidade chamada Funchal e que tem a forma de um auditório.
Habituou-se a ver diariamente o espetáculo das nuvens a dançarem no céu e no mar e as ondas a transformarem-se em carneirinhos quando o vento soprava com muita força.
Inspirada por esse espetáculo decidiu dedicar-se à dança, a arte de pôr os corpos e as coisas em movimento.
Um dia ganhou coragem mergulhou nas águas profundas do Oceano Atlântico, apanhou as correntes rápidas do mar e foi viajar e dançar por outras terras.
Desde então navega à deriva, segue a força do vento e das marés, às vezes perde o norte, mas sabe que sempre que chega a uma sala de espetáculos, chega a bom porto.

Sara Anjo e Madalena Palmeirim
Fotografia ©Manuel Ruas Moreira

Sara Anjo conceção artística e interpretação

Madalena Palmeirim composição e interpretação musical

Teresa Silva assistência artística

Uma encomenda CCB/Fábrica das Artes

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Nuit | Peça curta para três malabaristas

O espetáculo Nuit esteve em cena no pequeno auditório do CCB nos dias 6 e 7 de abril.
Esta peça curta para três malabaristas foi criada por Nicolas Mathis, Julien Clément, e Remi Darbois e foi uma produção Collectif Petit Travers (França).


Fotografia ©Ian Grandjean

Sinopse
«Era uma vez três malabaristas na noite, bolas e magia…»
Podemos imaginar três personagens num espaço confinado, à noite, no escuro.
Aqui está o nosso cenário, sem imagem, nem som. Depois, um barulho que chama a luz,
algumas figuras, uma chama, uma bola. Estes são os protagonistas.
Cada personagem tenta investir o esquema das coisas, para preencher a noite: já não é só uma
bola, é uma multidão, um rebanho, uma praga que vem de todas as portas e janelas.
É um enxame, um formigueiro, talvez uma tribo.
Depois, aparecem silhuetas no meio da noite. Um rosto encontra outro. A vida organiza-se a si
mesma, tentando, apesar de tudo, trazer de volta o silêncio e a obscuridade. Todos os tipos de
mistérios e luzes quebram a ordem contínua do tempo.
Numa proximidade com ruídos vindos de todas as direções, os olhos do público habituam-se à
luz fraca de algumas velas, e todas as suas perceções são matizadas pelo espírito mágico.





Collectif Petit Travers
O Collectif Petit Travers foi fundado em 2003. Desde 2011 que a direção artística é gerida em conjunto por Nicolas Mathis e Julien Clément. A atividade do Collectif centra-se na criação e difusão em largo formato de espetáculos de malabarismo e o seu desenvolvimento
educativo. Durante 12 anos o Collectif criou seis espetáculos com mais de mil apresentações em todo o mundo (Inglaterra, Alemanha, Itália, Dinamarca, Finlândia, Hungria, Espanha, Portugal, Camboja, Laos, Tailândia, China, Argentina, Chile, Turquia, entre outros). A companhia já trabalhou com reconhecidos artistas da dança (Maguy Marin, Pina Bausch, Josef Nadj), músicos (Pierre Jodlowski, Sébastien Daucé), artistas de circo (Jérôme Thomas) ou do teatro. Desta forma, a companhia mostra a dinâmica do seu processo que, desde o início, impulsiona, a partir de dentro, o malabarismo para, assim, criar uma linguagem cada vez mais ampla e expressiva.
Cada membro do coletivo tem uma especialidade e um conhecimento abrangente nos campos do circo, da composição musical ou da dança. Cada membro está recetivo às práticas dos outros membros. O questionamento detalhado de cada passo ajuda-nos a criar uma pluralidade vocal num processo solitário. O trabalho envolve naturalmente coragem e solidão, e através dos nossos encontros como grupo tentamos preencher esses períodos de solidão com as experiências de cada membro. Cada disciplina artística pretende cruzar-se com outras disciplinas com as suas próprias questões, tornando o nosso malabarismo numa disciplina completa no ambiente nebuloso das artes performativas. Nunca paramos de examinar a vida de todas as perspetivas.





Galeria

 Fotografia ©Ian Grandjean 

 Fotografia ©Ian Grandjean 

 Fotografia ©Ian Grandjean 

 Fotografia ©Ian Grandjean 

Criação coletiva de Nicolas Mathis, Julien Clément e Remi Darbois 
Conceção/realização cenográfica Olivier Filipucci 
Direção técnica/direção Olivier Filipucci e Martin Barré 
Desenvolvimento digital ekito, com direção de Benjamin Böhle-Roitelet 
Arranjos musicais Denis Fargetton, com a colaboração mágica de Yann Frisch
Produção Collectif Petit Travers

Nuit é apoiado pela Direção Geral da Criação Artística / Ministério da Cultura e da Comunicação de França
Com o apoio do Instituto Francês de Portugal (IFP)

terça-feira, 5 de junho de 2018

Brisa ou Tufão | Espetáculo de Teatro

O espetáculo de teatro Brisa ou Tufãocriado e interpretado pela artista Mafalda Saloio, estará em cena na Sala de Ensaio do CCB de 7 a 10 de junho, sendo destinado para maiores de 12 anos.

Este espetáculo nasceu do projeto de teatro-dança "Lembranças", realizado em 2005 e dirigido pela coreógrafa Madalena Victorino, onde participaram 16 atores-criadores.
Desta «lembrança» nasceu a vontade de criar Brisa ou Tufãoum Projeto Satélite Circolando, da autoria de Mafalda Saloio, que nos fala sobre a força e a leveza do ar que nos rodeia, sobre a importância de conviver com o invisível que sopra, de rasgar janelas e celebrar o ar!

Brisa ou Tufão passou anteriormente pelo Teatro Virgínia em Torres Novas, pelo Museu da Marioneta em Lisboa, pelo Cine Teatro Avenida em Castelo Branco, pelo Centro Cultural e Congressos nas Caldas da Rainha, pelo Cine-Teatro SMAGRAÇO em Sobral de Monte Agraço e pelo Fórum Cultural José Manuel Figueiredo na Baixa da Banheira.





Sinopse
Dependendo da sorte geográfica, emocional e humana, este ar pode fazer-nos brisa ou tufão.
Uma mulher viaja por entre terras, mede o ar e areja lugares. Para prevenir catástrofes, ensinar-nos a conviver com este invisível suave e rebelde da vida.
O que fazemos quando temos taquicardia, quando estamos cabisbaixos, quando o lufa-lufa do quotidiano nos tira o ar?
Brisa ou Tufão é um espetáculo que nos fala de como resistir celebrando a vida. 
Uma “técnica de leveza e bem-estar” que traz dentro do seu kit soluções caseiras para tornar tudo mais simples. 
Um espetáculo sobre a beleza das coisas simples.






Mafalda Saloio (Caldas da Rainha, 1976)
Formada em Teatro Físico pela Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq.
Trabalhou, entre outras, com a companhia de dança Olga Roriz, com a companhia francesa Turak e com André Braga e Cláudia Figueiredo/Circolando.
Criou o grupo de teatro Lugar Vagon, em 1999, com Pedro Cal e que deu continuidade com Suzana Branco. 
Receberam o prémio de reposição do Clube Português de Artes e Ideias. Foi artista residente em 2011 e 2013 na Universidade de Minas Gerais, em Belo Horizonte, Brasil.
Coordenou durante três anos o Curso de Artes do Espetáculo/Realização Plástica, na ETEO: Escola Técnica Empresarial do Oeste, em Caldas da Rainha.
Em 2014/2015 foi Artista Residente do CCC – Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha.
Desde 2000 trabalha com a comunidade onde o teatro é ponto de encontro e desenvolvimento humano.



Galeria

Fotografia ©António Almeida

Fotografia ©António Almeida
Fotografia ©António Almeida

Fotografia ©António Almeida


Um Projeto Satélite Circolando
Criação e interpretação Mafalda Saloio 
Apoio à criação André Braga, Cláudia Figueiredo, Suzana Branco 
Sonoplastia, desenho de luz Pedro Fonseca/Coletivo, AC
Cenário Mafalda Saloio e Nuno Brandão 
Operação de som e luz Cristóvão Cunha
Produção Mafalda Saloio, Ana Carvalhosa, Cláudia Santos 
Colaboradores no projeto António Saloio, Elena Sanz Aizpurua, Fátima Saloio, Esmeralda Saloio, Fernando Lopes, Rui Simões, Alberto Carvalhal, Pedro Santiago Cal 
Apoio Inês Mariana Moitas, Manuel Barosa Lda., A Marques Lda.
Agradecimento Lara Moura 
Co-produção Centro Cultural e Congressos Caldas da Rainha / Circolando
A Circolando é uma estrutura subsidiada por Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura / Direcção Geral da Artes

Outros apoios IEFP / Cace Cultural do Porto