sábado, 2 de junho de 2018

Museu da Existência - Companhia Amarelo Silvestre


Fotografia @Luís Belo

Museu da Existência é um espetáculo, é uma exposição, é um percurso pela vida de outras pessoas, é todas essas coisas e outras tantas. 
Decorrido na Fábrica das Artes do CCB entre os dias 2 e 10 de fevereiro, esta obra da companhia Amarelo Silvestre foi também acompanhada por uma programação paralela que incluiu a formação "Processo de Criação de um Espetáculo-Museu" e a oficina "Museu que (apenas) existe agora".




"Um homem, Senhor Melo, decidiu construir um Museu com objectos que as pessoas fazem existir. Objectos com memórias vivas. O chapéu salva-vida, o pão torrado que alimentou um amor clandestino, a aliança da revolução que acabou com a guerra, a boneca que não se pode partir e tantos outros. É isso o Museu da Existência. Os objectos e as histórias são das pessoas que abriram a porta de casa ao Senhor Melo, um pouco por todo o país. Ele falou-lhes do Museu da Existência e elas decidiram fazer parte. Emprestaram e doaram as suas próprias memórias vivas. Os seus objectos. «O futuro dos museus é dentro das nossas casas.» Quem o diz é Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura 2006, autor do livro Museu da Inocência, que conta a história de Kemal, um homem que construiu um museu de objectos a partir do momento mais feliz da vida dele próprio: o Museu da Inocência, em Istambul, na Turquia. O Senhor Melo conheceu Kemal e decidiu construir o seu próprio museu de objectos, a partir dos momentos felizes da vida das pessoas. É isso o Museu da Existência. Uma casa. Em Lisboa, a colecção do Museu da Existência inclui também objectos emprestados de pessoas do município."

-Amarelo Silvestre (CCB, 2018)
 (O autor escreve de acordo com a antiga ortografia)






Tal como tem acontecido noutras encarnações desta exposição/espetáculo, o Museu da Existência em Lisboa também incluiu objetos emprestados por residentes do município (mais especificamente de residentes das freguesias de Belém e Ajuda) depois de uma visita do Sr. Melo às suas casas.

A descrição dos objetos e as fotografas das visitas podem ser vistas no livro da exposição:





Fernando Giestas e Rafaela Santos Direção artística 
Fernando Giestas Dramaturgia 
Rafaela Santos Encenação 
Ricardo Vaz Trindade Interpretação 
João Melo Cocriação e interpretação em Viseu, Ovar, Sever do Vouga e Guimarães
Ricardo Correia Interpretação Torres Novas e Coimbra
Ana Seia de Matos Conceção plástica, cenografia e figurinos 
Carolina Reis Conceção plástica, digressão e Fotografia 
Henrique Ralheta Conceção e design dispositivo cénico 
Jorge Ribeiro Desenho de luz 
Ana Bento Apoio espaço sonoro 
Luís Belo Design gráfico 
Tomás Pereira Registo e edição vídeo
Susana Medina Consultoria museológica
Paula Trepado e Susana Rocha Produção executiva 
Amarelo Silvestre Criação 
Coprodução Amarelo Silvestre, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor 
Projeto cofinanciado pela Direcção-Geral das Artes (Apoio Pontual 2015) 
Parceria As Casas do Visconde 
Apoio Câmara Municipal de Nelas, Lusofinsa, Borgstena, Patinter

Agradecimentos Chapelaria Confiança, Sapataria Custódio Domingos, Ourivesaria Lifon e Relojoaria Suíça (Viseu), Ourivesaria Joyarte, A Velocipédica, Ernesto Augusto dos Santos e Residencial Rossio (Canas de Senhorim); a todos os que contribuíram para este projeto, com histórias e objetos

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